Convite

28/12/2012

Esclerose Múltipla tem cura?

Posted By: Vania Regina - 19:33

Share

& Comment





A Esclerose Múltipla é uma doença crônica, ainda misteriosa, uma vez que, não obstante muitos estudos seguem há anos em busca de sua causa, origem, cura, ainda muito pouco se sabe desses temas. Mesmo assim, nos últimos anos houve considerável evolução sobre a patologia, sua atuação e tratamento, o que tem refletido na melhor qualidade de vida dos pacientes, que hoje já contam com mais opções de tratamento, cada uma de acordo com o grau e nível de gravidade de cada portador. A própria característica personalizada de manifestação da EM, que se manifesta diferentemente em cada indivíduo, somada a raridade de sua presença, dificulta não só o diagnóstico, como também o atrasa, já que, via de regra, os sintomas são confundidos com outras doenças.


Quais os Direitos dos Portadores de Esclerose Múltipla
Como combater a depressão na E.M.


Em geral o paciente procura um neurologista após passar por outras especialidades relativas aos locais dos sintomas. Por exemplo, procura um otorrino acreditando que a vertigem se trata de labirintite, ou a constante dor de cabeça uma sinusite e até mesmo um dentista desconfiando que a dormência no rosto e língua se tratar de um ciso. No meu caso eu procurei todos estes especialistas até obter minha resposta do neurologista.



Difícil diagnóstico

Devido a sua manifestação mascarada a EM se desenvolve por anos a fio, se mostrando, inicialmente em pequenos sintomas, como cansaço, dormências, dor de cabeça, neurite ótica, febre interna, sensibilidade alterada, entre outros. 

É comum até pessoas terem surtos graves com forte vertigem, somada a outros sintomas, e cessando os sintomas, a pessoa esquece e nunca procura saber o que aconteceu muito menos um tratamento. Atitudes assim são muito arriscadas já que a Esclerose Múltipla é uma enfermidade silenciosa, que trabalha sem que percebamos totalmente, mas quando atinge áreas críticas do cérebro, os resultados podem não ser dos melhores, levando até a incapacidade da pessoa. Infelizmente existem aqueles que acreditam que ignorar o problema pode ser a solução, e só tardiamente descobrem que essa não foi sua melhor decisão. Quando percebem já estão em uma cadeira de rodas ou cegos. 




Atualmente temos tratamentos com medicações muito modernas, que visam retardar o avanço da EM, por isso não dispender dessa modernidade, que inclusive é fornecida gratuitamente pelo governo, é não valorizar a própria vida e o bem estar. Principalmente os homens são os que mais se recusam a descobrir o que lhes acomete, seja por medo do processo necessário ao diagnóstico, que envolve coleta do líquido encefaloraquidiano, ressonância, seja por medo de saber que possuem uma doença e que essa pode alterar os rumos de sua vida. Tal atitude não é apropriada, tendo em conta que nos homens a EM se mostra mais agressiva, e certamente mais depressiva, já que pode ocasionar impotência sexual.

Considerando que muitas batalhas em busca da conquista de seus direitos já foram vencidas pelos portadores de Esclerose Múltipla, como medicação e tratamento de excelência gratuito, não é justificável dispensar esses recursos e correr o risco de viver uma vida incapaz por uma doença que não tem cura, mas tem controle, qual posterga seu avanço e proporcionar uma vida normal aos seus portadores. Claro que conviver com a EM com qualidade de vida, vai depender do estágio de seu diagnóstico, já que, pelos motivos mencionados e outros mais, é comum pessoas passarem toda uma vida convivendo com os sintomas da patogenia sem nenhuma assistência médica, procurando por esta apenas quando gravemente acometidas, até irreversivelmente. Aliado a esta atitude está o desconhecimento da doença pela população, não só do Brasil, mas de outros países, até mesmo europeus, onde a incidência é maior.





E.M. incógnita

Talvez a maior dificuldade em se descobrir a causa ou origem da doença seja os fatores mistos que a formam, quais sejam, os genéticos, ambientais, emocionais. Ou seja, não existe uma única fonte que culmina em EM, na verdade, são vários fatores, que interagindo em um meio com predisposição, o indivíduo, propicia o surgimento da patologia. É até então impossível dizer quem vai ou não desenvolvê-la, já que não se trata apenas de dados clínicos, mas de uma soma de fatores, que não são controláveis pela medicina, já que estão muito ligados a história de vida de cada pessoa e seu ambiente e contexto de criação. Por exemplo, acredita-se na influência do tabaco durante a gestação, infecções, como herpes vírus tipo 6, pelo vírus Epstein-Barr, pelo retrovírus endógeno humano (HERV) e pela Chlamydia pneumoniae. 


> Saiba o que não é Esclerose Múltipla


A reduzida exposição a luz solar também é acreditada como fator determinante, já que a EM tem mais presença em países com menos dias de sol, o que torna deficiente a presença de Vitamina D no corpo. Até mesmo um protecionismo à prole, não a expondo à bactérias e parasitas pode ser um fator contributivo, já que não permitiria a construção de um sistema imunológico eficiente. Ou seja, apesar de há anos a ciência incansavelmente esteja tentando decifrar o enigma chamado Esclerose Múltipla, ainda não existe resposta, mas muito se tem gradualmente descoberto, e esse avanço tem contribuído para se alcançar tratamentos que proporcionem o máximo de vida normal aos seus portadores.

Assine e Siga-nos  

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Informe seu Nome, Cidade, Estado.

Popular Posts

Copyright © Escleroceito

Designed by Templatezy