Convite

08/01/2013

Esclerose Múltipla e Gravidez

Posted By: Vania Regina - 03:13

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A Esclerose Múltipla apesar de ser uma doença crônica do sistema nervoso central e até o momento sem cura definida, ela não impede a maternidade, não afetando a fertilidade, permitindo que a pessoa dê continuidade normal aos seus planos de vida e constituição de família, acrescentando para isso alguns cuidados adicionais.

Especialistas em E.M. afirmam que durante a gravidez a incidência de surtos é cerca de 30 a 50% menor em relação as portadoras não-grávidas. Contudo é importante que a paciente informe a seu médico seu plano de engravidar, já que a medicação, em geral, é interrompida, principalmente Interferons,  ou alternada sob monitoração médica durante essa fase, sendo retomada posteriormente ao nascimento.


Vale ressaltar, porém, que a probabilidade de ocorrer surto após o primeiro ano de parto é de duas a três vezes superior em relação aquelas que não deram a luz. Podendo ser esse evento reflexo, entre outras coisas, da alteração hormonal ocasionada pela gravidez e elevação da carga emocional e física demandada nos cuidados de um bebê. Observa-se, também, uma acentuada fadiga na fase da amamentação.


Quais os Direitos dos Portadores de Esclerose Múltipla

Como combater a depressão na E.M.


A E.M. não é contagiosa, nem existem evidências de risco superior de abortos espontâneos ou defeitos congênitos, não significando por isso riscos ao filho. É importante lembrar que a Esclerose Múltipla é um defeito genético, causada mais pelo processo de mutação do gene do que a herança dos pais, entretanto, estudos observaram que a probabilidade de filhos de pai com EM desenvolverem a doença ao longo da vida é de 3 a 5%, caso seja o único membro da família com a patologia, já no caso de existirem mais portadores nesse grupo, e se a patologia está presente no lado materno ou paterno, as chances de herança genética ira variar.


Considerando que estamos falando de uma patologia com manifestação imprevisível, que sua evolução é retardada com medicação, mas pode progredir independente dos surtos, recomenda-se considerar vários fatores antes de portadores decidirem pela maternidade, como:


è Limitações físicas atuais e futuras possíveis do portador e como afetarão a nova fase;
è Disponibilidade da outra parte em colaborar no cuidado da criança e participação da família;
è Considerar um possível sistema de apoio também para os próximos 18 anos da criança;
è Segurança financeira.


Em suma, a Esclerose Múltipla em si não gera restrição à maternidade ou paternidade, apenas demanda alguns cuidados e compromissos especiais, quais as partes envolvidas devem decidir se estão dispostas a aderir. 






Porém o que se percebe é que as mulheres relatam melhora na superação da EM após a gravidez, afirmando ser esta uma grande fonte de inspiração e força para enfrentar a doença. Como vemos a patologia não é uma barreira à realização do seu sonho de procriar e ter uma família, apenas exige consciência e planejamento para que seja o mais tranquilo possível esse grande evento duradouro.

Abaixo adiciono um vídeo que mostra com propriedade o desafio das portadoras em relação a relacionamento, casamento e maternidade e como isso tudo é possível sim ! Vale a pena assistir o vídeo "Fantasma da Esclerose Múltipla".



Vídeo: O Fantasma da Esclerose Múltipla.


19 comentários:

  1. Sou portadora de EM, fui diagnosticada em 2011. Tenho 23 anos sou casada e já fiz uso de dois medicamentos: O Betaferon e o Copaxone. Infelizmente apresentei falha no uso do Betaferon e iniciei o Copaxone logo após. Quando iniciei o copaxone, minha neuro me aconselhou a começar a pensar em uma futura gestação. Fiz uma RM e tbm apresentei falha ao copaxone, consequentemente seria iniciada uma nova medicação o natalizumabe. Decidi que vou engravidar antes de tomar um medicamento mais forte. Minha médica levou em consideração o fato de não fazer uso regular do copaxone, já que onde eu moro fico cerca de 10 dias sem o medicamento na secretaria de saúde, então decidiu por bem manter o copaxone até que eu consiga engravidar.Fiquei segura pois vi inúmeras gestantes onde faço tratamento super bem! E minha médica me passou uma segurança enorme,já que tinha muitas dúvidas sobre a gravidez x EM. Ontem 10/04 resolvi procurar uma Ginecologista para solicitar alguns exames e conversarmos sobre a gestação...Nunca ouvi tanto absurdo na vida!!! Estou super bem, apresentei lesões mas não tive surtos, ando,falo, faço minhas atividades diárias, malho sou uma pessoa extremamente normal! E a ginecologista tentou me fazer desistir da gestação, por pura falta de conhecimento sobre o assunto. Sai do consultório dela indignada e pretendo nunca mais retornar. Como a maioria dos portadores são mulheres novas, todas estão iniciando sua vida... Confesso que senti medo no inicio,mas depois de ler muito sobre o assunto e conversar com minha neuro vi que é completamente normal...o risco que existe é após o nascimento, mas pode não acontecer nada! Faço meu tratamento e digo a todas as portadoras de EM que caso tenham o plano de engravidar, conversem com o médico neurologista e tire suas dúvidas. Entendo que não são todos os médicos que sabem da doença, mas como eu sou paciente desta G.O achei que ela tivesse se aprofundado no assunto, mas vi que não! Ela me disse que não pode fazer o acompanhamento da minha gestação pq eu tenho uma doença autoimune e que eu devo procurar um hospital universitário especialido em gestantes com doenças autoimune!!!COMO ASSIM!?!? Eu sai de lá super de boa.... procurei abstrair tudo o que eu ouvi.... O nome disso é falta de conhecimento!!! A doença em si as vezes é tão dura e vc ainda tem que ouvir coisas desagradáveis. Sou da seguinte opinião: Qndo vc não sabe o que dizer, é melhor fik quieta! Acredito na força que cada portadora tem! Não é pq vc tem um problema de saúde que seus sonhos tem que morrer! Acredito que Deus é conosco!

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  2. Olá Amiga, infelizmente você não informou seu nome.

    Seja bem vinda ao Escleroceito. Agradeço sua participação.

    Li seus comentários e me identifiquei com ele. Principalmente quando você diz sobre a falta de conhecimento sobre a E.M.

    Infelizmente, em certa parte a médica que faz seu acompanhamento disse a verdade, quando disse que você precisa de médico especializado. A E.M. geralmente é acompanhada por médicos especializados em E.M. Isso porque neurologistas "gerais", na maioria da vezes, ignoram sintomas próprios da doença, simplesmente por não dominarem suas nuances. Mas só esse fato isolado nada tem a ver com você ter ou não um filho. Trata-se apenas da preocupação de você receber um tratamento assertivo.

    Eu também já escutei muitas coisas de pessoas sem informação, até de médicos, como aconteceu com você.

    Sobre a gravidez, em geral, a E.M. parece proteger a mãe. Como você bem mencionou o risco vem depois do nascimento. Mas esse risco não é regra. Como tudo nessa instigante doença, nada é regra. Não é possível prever, nem os médicos especializados se arriscam a dar um veredito sobre os efeitos da gravidez x esclerose múltipla.

    Eu mesmo conheço portadores de E.M. que tiveram filhos e não tiveram problemas nem antes, nem depois. Ou seja, é melhor viver a vida, não desistir dos seus sonhos e confiar em Deus, pois se Ele é por nós, quem será contra nós?

    Aproveitando o tema, eu queria comentar sobre uma atitude dos neurologistas em relação a gravidez, que não concordo, justamente pelo que comentei acima - não é possível prever o que vai acontecer.

    A atitude que me refiro é a dos médicos aconselharem aos portadoras a terem filhos antes de tomar a medicação. Não vejo motivo para isso, já que a qualquer momento, durante o tratamento, a medicação pode ser interrompida para dar início a gestação. E após o nascimento, os medicamentos são retomados.

    Ou seja, não entendo porque apressar as pacientes a engravidarem, quando, muitas vezes, elas nem tem condições financeiras para isso. Eu conheço portadoras, que engravidaram ao longo do tratamento, interromperam a medicação durante a gravidez, e retomaram após dar a luz.

    Muitas vezes a portadora já está vivendo um momento financeiro difícil devido a E.M. e ainda sofre a ameaça de não poder ter filho após tomar medicamento, e que por isso deve se apressar a formar família. Vejo isso como pressão psicológica covarde. Já que, como mencionado, o início da terapêutica, isoladamente, nada impede o sonho da maternidade.

    O que percebo é uma falta de informação generalizada. Praticamente não temos respostas definitivas para nada. E acabamos confiando em respostas duvidosas. Por isso é importante procurar mais de um médico especialista para tomar conselho, essa é a alternativa mais segura para não entrarmos em um barco furado de um médico despreparado. Eu mesma, passei por 03 médicos, sendo 02 especialistas em E.M., até ter o diagnóstico definitivo da doença.

    Pelo que você mencionou, sua E.M. é estável, branda. Eu, como observadora, acredito que nada lhe impede de ser mãe. Mas acredito sim que os cuidados médicos para uma gestante portadora são diferenciados. Já tive notícias de futuras mamães que tiveram seus partos acompanhados com pulsoterapia. Cada caso é um caso, principalmente na E.M.

    Bom, se você precisar de indicação de neurologistas especialistas em E.M. que já acompanharam portadoras grávidas,pode contar comigo,ok.

    Seja sua fé primeiro em Deus e por último nos homens.
    Mas, lembre, médicos, também são anjos usados por Deus para nos ajudar com o que é possível. Já que os impossíveis são para Deus.

    Se der, depois volte aqui para nos contar como foi a gravidez. Estamos torcendo por você!

    Deus te abençoe, sua família e seu futuro neném.

    Abraços,

    Vânia Regina - Escleroceito

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  3. Boa noite, no final de 2014 descobri que tenho EM mas tive meu primeiro surto em 2013 tive 6 paralisia fácial e o neuro que eu passava não me pedia exames e eu sempre tinha surtos, ai resolvi trocar de médico onde expliquei o que vinha acontecendo comigo e ele me pedio um RM em novembro de 2014 fiz a RM vi o resultado em dezembro e o neuro me encaminhou para uma dra que faz o acompanhamento e em janeiro de 2015 dia 15 consultei com ela e ela me internou no dia 17/01 fiquei apavorada, como eu estava tentando engravidar voltei com meu anticoncepcional para previnir, conversei com ela e ela entrou com o copaxone diariamente, aí eu fiquei com medo de eu não me da bem com ele e continuei com o anticoncepcional, mas como não tive reação parei novamente com o anticoncepcional, estou grávida de 8 meses já estou super bem vou fazer a laqueadura no parto pois há tenho um filho de 5 anos e nao queto arriscar. Tenho medo do pós parto mas sei que Deus está comigo e vai me guardar e de acordo com meu go e neuro posso amamentar usando o copaxone que não faz mal ao bebê, estou ansiosa espero que fevereiro passe voando, sou a Naiara tenho 26 anos. Beijos boa noite

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    1. Olá Naiara, seja bem vinda. Agradecemos sua presença e participação.

      Primeiramente Parabéns pela nova benção que está por chegar. Filhos são dádivas de Deus que nos fortalece e enche de coragem a cada dia.

      Sobre medicação durante a gravidez, geralmente os médicos especializados em E.M. pedem que sejam avisados quanto a intenção de engravidar. Isso porque só seu médico poderá dizer, de acordo com seu quadro clínico, quando parar a medicação.

      Em geral os neurologistas orientam não tomar nenhuma medicação durante a gestação, já que as drogas para tratamento da E.M. são fortes e podem afetar o feto. É indispensável acompanhamento médico durante o período gestacional de uma paciente com E.M. Pois, como sabemos, na Esclerose Múltipla, cada paciente significa cuidado distinto e personalizado.

      Não deixe de frequentar o pré-natal, por mais que seja já uma mãe experiente. Nesse momento de pré-natal você estará a volta de médicos e profissionais da saúde, que poderão lhe direcionar durante esse período inesquecível que é a geração de uma criança.

      Claro que as dúvidas relativas a E.M. na gestação devem ser tratadas com seu neurologista especializado naquela patologia, uma vez que profissionais da saúde, mesmo os neurologistas generalistas, não dominam as especificidades da doença e seus impactos.

      Resumindo, procure fazer todo o pré-natal com apoio de seu neurologista. Realmente, estudos já demonstraram que a mãe com Esclerose Múltipla está protegida de surtos durante a gravidez. Se houver algum surto, provavelmente será depois, principalmente durante a amamentação, quando o organismo da mulher é mais exigido, causando também a fadiga.

      Quanto ao parto é bom contar também com o apoio de seu neurologista para orientar-lhe, já que existem casos que este evento é acompanhado de pulsoterapia. Converse com seu médico, ele é quem irá determinar ou não essa necessidade. Quanto mais suporte e orientação do seu neurologista melhor para você e o bebê.


      Estamos certos que tudo sairá bem e seu bebê nascerá forte e saudável, e com as bençãos de Deus, e você sairá fortalecida dessa experiência, comprovando que é possível sim ter uma vida normal e realizada com E.M.

      Gostaríamos de vê-la aqui de novo, compartilhando conosco como foi o nascimento e seu relato a respeito. Experiências assim só ajudam a esclarecer e fortalecer as mulheres que muitas vezes se sentem aprisionadas pela doença. Quanto mais se compartilhar experiências de uma vida normal e feliz com E.M. mais o mundo será esclarecido.

      Mais uma vez Parabéns pelo novo anjo (ou anjinha) que está prestes a chegar. E muitas benção a seu bebê e toda sua família. E nunca esqueça que Deus está no controle, com fé tudo sairá bem.

      Abraços,
      Vânia Regina - Escleroceito

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  4. Olá, Boa tarde! Meu nome é Jéssica, tenho 24 anos e descobri a Esclerose Múltipla em Fevereiro deste ano.
    Fiquei uma semana tomando corticoide (Metilprednisolona), a médica que me acompanha receitou Betainterferona, mas tive alguns problemas em adquirir esse medicamento.
    No meio disso tudo, meu esposo resolveu pesquisar as contraindicações desse medicamento, e descobriu coisas meio que desagradáveis.
    Resolveu então que seria melhor termos um filho agora.
    Como não comecei a tomar o medicamento, posso engravidar sem problemas?
    Como devo agir?
    Desde já, agradeço a atenção. Abraços.

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    1. Olá Jéssica, Seja Bem Vinda! Agradeço sua presença e comentários.

      Sobre os efeitos colaterais e contraindicações contantes na bula do Interferon eu já questionei minha médica e a enfermeira do laboratório Merk Serono. As duas deram-me a mesma resposta: os laboratórios são obrigados a fazer constar na bula todas as possibilidades de efeitos colaterais, mesmo que remota, porém, segundo as referidas profissionais de saúde citadas acima, a possibilidades daqueles efeitos colaterais horríveis acontecerem são remotas. Mas é bom você confirmar o parecer do seu médico.
      Por outro lado, eu também conheci pessoas que sofreram com efeitos colaterais que quase levaram a morte (mas não foi com o Interferon). Esse paciente, um homem, comentou-me que teve embolia pulmonar e por um fio não foi a óbito. O fato é que grávidas via de regra não devem tomar nenhuma medicação, exceto por estrita orientação médica.

      No caso de medicação para E.M. estas costumam ter como efeitos colaterais básicos febre, mal-estar, dor nas costas. Porém, a questão importante é a influência da medicação sobre o feto, que tem potencial de prejudicar a formação regular do bebê. O que os médicos de todo o mundo orientam é não fazer uso de medicação durante a gravidez, mesmo para E.M.. E no caso de surtos durante a gestação serão administrados pequenas e espaçadas doses de corticoide, tudo sob a supervisão de um médico neurologista especializado em E.M.

      Sobre engravidar agora ou depois, existem médicos que defendem gerir o filho antes do início da terapêutica, para que não tenha que interromper a mesma futuramente devido a gestação do filho.

      Entretanto, na prática vemos diariamente pacientes de E.M. usuárias dos tratamentos alopáticos disponíveis, interrompendo o terapêutica, com vista a colocar em prática seus planos de maternidade.

      [..A resposta continua abaixo]

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    2. Até o momento não existe um parecer científico definitivo que diga você precisa engravidar antes de iniciar o tratamento ou depois. Na verdade, essa decisão vai partir mais dos progenitores e menos dos médicos, exceto, claro, em situações de gestações de alto risco, delicadas, o que não é seu caso, pois conforme informaste está bem. Como você não fez uso do BetaInterferon, mas apenas do corticoide, você, teoricamente, pode engravidar sem problemas. Mas a resposta clínica final é um médico especializado quem emitirá.

      Portanto, é EXTREMAMENTE importante que você converse com o neurologista que acompanha seu tratamento, pois após a gestação ele precisará calcular o tempo certo para iniciar a aplicação do interferon.

      Repito, é INDISPENSÁVEL que você tenha um neurologista especializado em E.M. acompanhando sua gestação para garantir que você inicie a terapêutica no tempo certo sem prejudicar você nem seu bebê. Assim você se sentirá mais confiante e segura que seu tratamento e bebê estão bem encaminhados, e que estarás cuidando da sua saúde para ter forças para cuidar da criança.

      Caso você não tenha plano de saúde pode procurar um Hospital das Clínicas de seu Estado, pois lá encontrarás médicos de qualidade, aptos para atender pacientes de E.M.. Geralmente cada HC conta com um centro dedicado exclusivamente a pacientes de E.M..E em certas cidades é possível marcar consulta por telefone.

      Além disso no HC você conta com pronto socorro com os melhores profissionais, e nestes você costuma ser atendida mais rápido do que em planos de saúde. Você pode fazer sua carteirinha no Hospital das Clínicas gratuitamente. E mesmo que ainda não tenha, basta informar que tens E.M. e estás em emergência e eles localizam um médico que possa lhe atender. Mesmo que você tenha plano de saúde vale a pena ter a carteirinha do HC para agilizar seu atendimento lá, em caso de emergência.

      Como vemos, você não tem desculpas para não contar com um neurologista acompanhando sua gravidez. Ele lhe orientará passo a passo, a forma mais segura de realizar seu sonho, manter sua saúde e a do bebê.

      Espero ter esclarecido e que procures o mais rápido possível um neurologista especializado em E.M. no Hospital das clínicas ou plano de saúde, para acompanhar, de forma segura, sua gestação, garantindo, assim, um futuro cheio de alegrias para toda família.

      Convido você Jéssica a retornar aqui e compartilhar conosco suas ações e resultados para com sua gravidez como paciente de E.M.. Estamos torcendo por você e que logo possas postar a foto do seu bebê lindo e saudável.


      Grande abraço e que Deus te abençoe e o seu futuro bebê.

      Vânia Regina - Escleroceito

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  5. Olá! Boa tarde! Meu nome é Jéssica, tenho 24 anos, sou casada, descobri a Esclerose Múltipla em Fevereiro deste ano.
    Antes de começar a fazer o uso do Betainterferona, meu esposo e eu resolvemos ter um filho.
    Parei com Anticoncepcional nesta semana.
    Como devo agir?
    Estamos fazendo certo em querermos um filho agora? Mesmo sem começar o tratamento?
    Na verdade, estou super bem, não tenho mais surtos. Ando normalmente, faço meus afazeres tranquilamente. E prefiro ter um filho agora, do que mais pra frente não ter condições de cuidar do mesmo.
    Desde já, agradeço a atenção.
    Abraços

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    1. Oi Jéssica, tudo bem?

      Acima respondi sua pergunta, espero ter conseguido ajudar. Se tiver alguma outra dúvida, ou tiver mais comentários basta enviar que respondo ok.


      Grande abraço e muitas bençãos de Deus e realizações para você Jéssica.


      Vânia Regina - Escleroceito

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  6. Ei Vânia, boa noite!
    Respondeste sim a minha pergunta. Consegui tirar minhas dúvidas. ..
    Ah! Já faço acompanhamento com um Neurologista no Hospital das Clínicas.
    Fui a Ginecologista, e a mesma ja pediu os exames para o pré-natal.
    Estamos orando ao Senhor para que tudo dê certo!
    Muito obrigada pela compreensão e apoio.
    Abraços.

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    1. Maravilha Jéssica! Fico feliz que tudo está encaminhado. Deus vai abençoar sim e tudo sairá bem e seu neném nascerá forte e saudável e dará muitas alegrias a família.

      Grande abraço,

      Vânia Regina

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  7. Ei Vânia, boa noite.
    Ajudou sim!!
    Ah! Já faço acompanhamento com um Neurologista, no Hospital das Clínicas.
    Fui ao Ginecologista, e o mesmo já passou os exames para o Pré-natal.
    Estamos orando e esperamos que tudo dê certo! !
    Obrigada pela compreensão.
    Abraços. ..

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    1. Sucesso para você Jéssica. Estamos aqui torcendo. Quando tiveres novidade compartilha com a gente. Tem muitas grávidas com E.M. que participam aqui no blog. Assim ajudamos um ao outro.

      Que Deus te abençoe e a seu / sua primogênito (a), e toda família.

      Vânia Regina

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  8. Bom dia Vania,
    Meu nome é Karina e fui diagnosticada com EM um pouco mais de um ano, antes disso tive dois surtos, depois que iniciei o tratamento com Interferon não tive mais nada, tenho uma vida completamente normal, agora penso em engravidar, meu neuro disse que vamos mudar o medicamento, não me informou o nome mas terei que fazer uso diário desse novo medicamento, interferon eu uso 3 dias por semana.
    Na verdade estou com medo de usar medicamento durante a gravidez e fazer mal para o bebe. Ele quer que eu troque o medicamento assim que decidir começar a tentar.
    Não sei o que fazer.
    Desde já agradeço.

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    1. Olá Karina, seja bem vinda. Agradeço sua participação e comentário.

      Fico feliz em saber que estás bem e tem se adaptado a medicação. No início é difícil devido aos efeitos colaterais, mas depois que passa a fase de adaptação percebemos como é importante manter a terapêutica em dia pelo bons resultados que oferece.


      Sobre engravidar e medicação, geralmente os neurologistas especializados em E.M., sempre afirmam que o uso de medicamentos deve ser interrompido quando se decide engravidar.

      Confirme com seu médico, mas parece que a paralisação da medicação deve existir e ser monitorada pelo neurologista pois o organismo necessita um prazo para se desintoxicar da medicação, assim quando conseguir engravidar o feto não sobre os resíduos químico, quais podem compromete-lo.

      Sobre trocar o medicamento quanto começar a tentar eu estranhei, já que geralmente os médicos que conheço paralisam a medicação já na fase de tentativa. Eu não sou médica então desconheço qual medicação não afetaria a formação do bebê.

      Geralmente durante uma gravidez todo tipo de medicação deve ser evitada, exceto em casos de gestantes de risco. Como você disse que está bem, com a vida normal, eu, como simples leiga e ouvinte dos médicos e leitora de literatura relacionada ao tema, eu não vejo necessidade de continuar com medicação. Se você estivesse vivendo rotinas de surto, como leiga eu acharia normal o uso da medicação, mas você relatou estar muito bem. Eu estranhei mas como disse não sou médica, porém, nós sabemos que, se não cuidarmos de nós mesmas ninguém se preocupará com isso, por isso é bom se certificar.

      Não posso lhe orientar como médica, mas acredito que é de suma importância você consultar com outro médico e ter um segundo parecer. Eu sempre digo que doenças como a E.M., para a qual existem limitados profissionais especializados, é indispensável sempre ter, ao menos 02 opiniões. Para o seu bem, e o do seu futuro bebê, sugiro procurar um outro médico, que seja especializado em E.M. para ter um segundo parecer sobre a orientação do primeiro médico.

      Toda medicação para E.M. é forte, e me preocupa você administrá-la mesmo durante a tentativa de engravidar. O início de formação de um embrião é uma fase crítica, onde pode haver mutação genética por fatores externos, qual pode culminar em doenças graves futuramente. A própria E.M. está debaixo da hipótese de mutação genética por uso de cigarros e drogas pela gestante. Lembrando, drogas inclui também medicação.

      Assim, peço a você, encarecidamente, que procure parecer de um segundo médico, para se resguardar de problemas futuros. No mundo da E.M. nunca podemos nos reter a um só parecer, já que os próprios cientistas nem mesmo chegaram a uma conclusão definitiva sobre nada da doença. Até hoje, existem apenas hipóteses. Então tudo que envolve tratamento da E.M., principalmente relacionado a gravidez, é de suma importância ser acompanhada pelo menos por 2 profissionais. E isso não é difícil de fazer.

      [A resposta continua Abaixo..]

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    2. No Hospital das Clínicas de sua cidade você encontra os melhores médicos especializados em E.M. gratuitamente. Se o seu médico já é do HC, então peça para agendar consulta com outro médico, ou vá em dia de consulta e aguarde uma desistência (sem marcar costuma demorar muito). Na Santa Casa de sua cidade você também encontra centro de tratamento especializado em E.M. gratuitamente. Procure um desses renomados hospitais e o núcleo de tratamento de E.M., agende uma consulta com outro médico, descreva seu caso e tire suas dúvidas. Se caso houver conflito entre o parecer dos dois médicos, se cada um lhe orientar de forma diferente, então, o recomendado é tirar a prova com um terceiro médico.

      Por exemplo, você pode agendar com um médico especializado em E.M. do HC de sua cidade, e havendo conflito de orientação, o ideal é agendar com outro médico, também do HC, ou da Santa Casa, se preferir. Dessa forma você poderá ter certeza de como proceder com a medicação de forma gratuita nos atendimentos especializados do Hospital das Clínicas e Santa Casa. E se você tem plano de saúde, procure um médico especializado (infelizmente a maioria dos médicos especializados em E.M. são do sistema federal de saúde ou particular), mas conheço um médica excelente, que atende via plano de Saúde em Belo Horizonte, se desejar lhe informo os dados dela.


      Resumindo, a meu ver antes de decidir tentar engravidar busque parecer de mais um ou dois médicos especializados em E.M.. Com a dúvida e instrução médica esclarecida, só então passe a tentar. Acredito que o segundo médico irá lhe orientar a não usar medicação nem na tentativa de gravidez, mas é um parecer de uma simples leiga. Se você ainda se sentir insegura com a instrução dos médicos, procure uma médica pois o instinto maternal é protetor e pode ser que seja mais preventiva que um médico (apenas minha impressão pessoal).

      Então espero que você resguarde seu futuro bebê de sofrer sem necessidade com a química da medicação, e procure outros especialistas para encontrar o caminho mais seguro para conduzir seu projeto de maternidade com maior tranquilidade para você e o nascituro.


      Karina, espero que possa voltar aqui e nos contar como foi sua busca sobre o parecer definitivo quanto o uso da medicação durante a de engravidar com E.M.. Essa informação irá ajudar e dar um norte a outras usuárias que também passam situações parecidas.


      Estou torcendo por você, não use medicação sem ter segurança quanto ao parecer médico, pois médicos também erram, e em nosso país vemos as barbáries que muitos cometem, é nossa obrigação cuidar para que estejamos seguindo a melhor e mais assertiva orientação de um profissional sério e especializado em E.M.

      Aproveito para convida-la a assinar nosso Feed e ser avisada de todas as novidades aqui do blog.


      Grande abraço pra vc Karina, que Deus lhe abençoe grandemente e a seu futuro bebê.


      Vânia Regina - Escleroceito

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  9. Olá,
    Como o foco desse comentário é a gravidez. Já deixo a notícia de que estou grávida! Hoje estou grávida de 9 semanas, tudo tem evoluído bem e de acordo com o esperado. Apesar de já ter sido tratada com Copaxone, Avonex e Gilenya, sempre me senti melhor quando não estava sobre o efeito desses remédios (e o Gilenya para mim foi maravilhoso quanto à falta de efeitos colaterais), por isso, com a permissão dos meus nerologistas parei de me medicar desde novembro de 2015. Tenho minha cicatrizes da EM mas sou super apta ao trabalho (tanto que preato concursos) e à vida plena!

    Venho aqui testemunhar minha experiência com a EM e espero fortalecê-las com minha história.
    Confesso que ficar relembrando toda a trajetória que vivi ao longo desses 8 anos e meio com a EM é desgastante, mas quando me recordo como é assustador receber a notícia da doença, passar pelos primeiros surtos (muitas vezes sem reconhece-los) e lidar com um futuro que não é o nosso mas que muitos nos juntam em um só bolo assustador, sinto-me no dever de orientá-las e encorajá-las. Ao longo desses anos já tive surtos que me deixaram sem andar, sem enxergar, sem sentir plenamente (hoje já ando e enxergo), enfim, que quando os senti para o mundo parecia não ter solução (Também venci um câncer na tireoide). Mas a verdade é que somos fortes guerreiras e capazes de vivermos a felicidade plena através da superação! Não deixe nunca que te digam quais sonhos é capaz de realizar, eles são seus e é seu direito conquistá-los! Meu diagnóstico não me impediu de graduar na faculdade dos meus sonhos (Música), de pós graduar em Direito e cursar a graduação também, de trabalhar e ser bem sucedida com meu próprio negócio, de manter um casamento maravilhoso, de ser mãe de 16 animais e agora gerar um ser humano em meu ventre. Cada portador de EM enfrentará um desafio diferente em sua vida, mas comece a prestar atenção em que ser maravilhoso você está tendo a chance de se tornar! Tenha orgulho de você! Supere seus medos! Permita-se sempre evoluir! Provavelmente sem essas experiências que vivi em decorrencia da EM eu não me sentiria tão bem como me sinto hoje. Dicas finais: 1- Tenha um médico que confie, mas ouça em primeiro lugar seu coração, pois Deus te direciona por lá. 2- Jamais desista da sua felicidade, e não se feche rotulando o que pode te levar a ela, deixe a vida te surpreender. 3- Não desista da sua vida, se teve um dia ruim, durma e quando acordar olhe para o céu e reconheça que a cada manhã temos uma nova chance de recomeçar, lutar e conquistar nossos objetivos. 4- Se cerque de pessoas que lhe queiram verdadeiramente bem, quem te põe pra baixo não merece sua companhia. 5- Conecte-se mais com a natureza, hoje sou vegetariana e essa postura me fez sentir que valeu a pena viver nessa terra.
    6 - curta e valorize todas as funções plenas do seu corpo, ame e respeite ele, cuide dele. 7- Busque conhecer mais a Deus, construa um relacionamento íntimo com ele (não importando qual seja a sua religião), ele irá te fortalecer e te levar para repousar em campos verdejantes e águas tranquilas, confie nele!

    Meu nome é Esther, ore por mim, ore por nós.

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    1. Esther, seja bem vinda! Agradeço sua presença e participação por aqui.


      Hoje lí seu comentário e confesso que foi para mim, e tenho certeza que para todos que o lerem, como água refrigerando a alma. Lindas palavras pela sinceridade que se pode nelas perceber.

      E não posso deixar de manifestar a alegria por tão doce notícia, sua gravidez Esther. Parabéns!! Mais uma recompensa por tanto se esforçar e nunca desistir de acreditar que o amanhã pode ser melhor. Que Deus abençoe a gestação e que o bebê nasça forte, esperto e dê muitas alegrias a toda família em todos os caminhos que percorrer. Felicidades!! Quando escolher o nome passe aqui para nos contar, será muito bom acompanhar mais essa vitória em sua vida que já é repleta de registros de superação.


      Quero reforçar ainda que seu testemunho de vida é realmente encorajador para todos nós que convivemos com a E.M., e também para aqueles que lutam com outro tipo de doença ou até mesmo drama familiar, pessoal etc. Seu relato também é um grande e importante instrumento para esclarecimento do público leigo.

      Eu compartilho de cada uma das suas palavras motivadoras, mesmo que tudo te diga "É o fim", na verdade é apenas o começo de uma nova fase com novas portas que se abrem. É assim que entendo também a E.M. na minha vida, e percebo que todos os pacientes em geral comungam de impressão semelhante.

      Eu sempre incentivo os leitores a testemunharem suas experiências com a E.M. pois, como sabemos, o mundo nos vê de uma forma, mas apenas quem pertence ao nosso universo consegue compreender nossa realidade múltipla.

      A E.M. é como a personalidade, cada um tem a sua e todos nós nos respeitamos e aprendemos um com o outro.

      Assim, relatos de vida, persistência e vitórias como a sua só vem desmistificar e provar que é possível crescer, conquistar e vencer, mesmo com mais um obstáculo invisível aos outros, qual muitas vezes se mostra como motivo adicional para continuar, e provar para nós mesmos, e para os que nos desacreditam, que podemos sim, e que a limitação está no outro e não em nós.

      Aproveito para parabenizá-la por suas vitórias alcançadas merecidamente pelo seu esforço e determinação e pelas graças de Deus que a orientou em cada passo. Se tivesses desistido ante o diagnóstico nunca terias alcançado essas bençãos.

      Quando desistimos da estrada da vida, deixamos para trás tudo de bom que poderíamos ter vivido. E graças a Deus você não desistiu, mas perseverou e recebeu e está recebendo dádivas dos Céus para lhe dar ainda mais razões para continuar plantando no jardim da vida, iluminando seus semelhantes com seus testemunhos de vida e encorajamento.

      Agradeço a Deus por sua vida, por sua vitória contra o câncer, e todo o testemunho que compartilhaste conosco. Peço a Ele que continues essa pessoa perseverante e cheia de fé. E que sua gravidez seja uma grande benção e o anjinho que está a caminho seja mais um motivo para fazeres ainda mais pela humanidade, através da sua semeadura de encorajamento e fé inabalável.


      Aproveito para convidar a todos os visitantes e leitores, que queiram, para testemunhar aqui no blog sua superação ou desafios com a E.M. Cada vivência, de cada paciente, é um grande aliado de motivação mútua. Estamos unidos!

      Novamente agradeço a Esther pelo inspirador testemunho de superação. Esperamos poder vê-la por aqui de novo para nos contar as novidades da grande dádiva, o primogênito ou a primogênita, que está a caminho.

      Aproveito para convidar você, e a todos leitores, a assinar nosso Feed, e acompanhar as novidades do blog direto no seu email.

      Grande abraço e volte sempre aqui para nos abençoar com suas palavras.

      Esther, oro para que Deus continue lhe abençoando abundantemente e toda sua família, e igualmente a cada um que nos dá a honra de sua presença aqui no blog.


      Vânia Regina - Escleroceito

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    2. Obrigada, Esther, em compartilhar seu relato! Me identifiquei com ele!Ana Ester.

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